Este texto é uma mera adaptação de uma trilogia de posts do @imuno_News lá no Instagram
Para compreender melhor os próximos posts, vamos revisar os principais mecanismos de morte celular.
Os dois principais mecanismos de
morte celular são: Necrose e Apoptose (Figura 1).
Figura 1. Adaptado de: LAMKANFI, Mohamed; DIXIT, Vishva M. Manipulation of host cell death pathways during microbial infections. Cell host & microbe, v. 8, n. 1, p. 44-54, 2010.
Na necrose, ocorre a perda da
integridade da membrana plasmática e extravasamento dos conteúdos celulares. Essas moléculas, que normalmente
permanecem no interior da célula saudável, atuam como sinais de perigo e são
conhecidas como DAMPs (padrões moleculares associados a perigo).
A liberação de DAMPs desencadeia uma resposta inflamatória
destinada a eliminar as células mortas, o possível agressor e, por fim, iniciar
o reparo tecidual.
No esquema da Figura 2, observa-se que os DAMPs são
reconhecidos pelos PRRs (receptores de reconhecimento de padrões) e levam a uma
resposta imune (inflamação).
A morte por Apoptose é natural e
rigorosamente controlada. Nela não ocorre a ruptura da membrana plasmática e
nem liberação dos conteúdos celulares (DAMPs). Quando se inicia a apoptose, é
muito importante que essa célula seja logo retirada do ambiente.
Figura 2. ROITT, Ivan M; DELVES, Peter J. Roitt. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013
Quando ocorre a morte por
apoptose, a PS acaba sendo externalizada e funcionando como um sinalizador para
o macrófago de que aquela é uma célula apoptótica e precisa ser removida...
Lembre-se desta molécula, a PS,
ela será importante para o próximo post.
Observe que a apoptose é um
padrão de morte mais organizado e que não leva a inflamação, e sim a uma
resposta imune supressora pelos fagócitos.
Em contraste, a necrose não é uma morte “silenciosa”, pois
libera sinais de alerta (DAMPs) detectados pelas células do sistema imune.
Referências
CALIANESE, David C.; BIRGE, Raymond B. Biology of
phosphatidylserine (PS): basic physiology and implications in immunology, infectious
disease, and cancer. 2020.
COSTA, Jaqueline França et al.
Mimetismo apoptótico como possível mecanismo imunopatogênico da Leishmaniose
Cutânea Difusa (LCD). 2009.
KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.;
ASTER, Jon C. Robbins patologia básica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
ROITT, Ivan M; DELVES, Peter J.
Roitt Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013


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