sábado, 24 de janeiro de 2026

Post 1 de 3 - Morte celular: Necrose x Apoptose

Este texto é uma mera adaptação de uma trilogia de posts do @imuno_News lá no Instagram

Veja aqui o post original.



Para compreender melhor os próximos posts, vamos revisar os principais mecanismos de morte celular.

 

Os dois principais mecanismos de morte celular são: Necrose e Apoptose (Figura 1).


Figura 1. Adaptado de: LAMKANFI, Mohamed; DIXIT, Vishva M. Manipulation of host cell death pathways during microbial infections. Cell host & microbe, v. 8, n. 1, p. 44-54, 2010. 


 

Na necrose, ocorre a perda da integridade da membrana plasmática e extravasamento dos conteúdos celulares. Essas moléculas, que normalmente permanecem no interior da célula saudável, atuam como sinais de perigo e são conhecidas como DAMPs (padrões moleculares associados a perigo).

A liberação de DAMPs desencadeia uma resposta inflamatória destinada a eliminar as células mortas, o possível agressor e, por fim, iniciar o reparo tecidual.

No esquema da Figura 2, observa-se que os DAMPs são reconhecidos pelos PRRs (receptores de reconhecimento de padrões) e levam a uma resposta imune (inflamação).

A morte por Apoptose é natural e rigorosamente controlada. Nela não ocorre a ruptura da membrana plasmática e nem liberação dos conteúdos celulares (DAMPs). Quando se inicia a apoptose, é muito importante que essa célula seja logo retirada do ambiente.

Figura 2. ROITT, Ivan M; DELVES, Peter J. Roitt. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013


 Mas como as células fagocíticas diferenciam uma célula apoptótica de outra normal?

 Através de um fosfolipídio naturalmente presente na membrana interna da célula: a fosfatidilserina (PS).

Quando ocorre a morte por apoptose, a PS acaba sendo externalizada e funcionando como um sinalizador para o macrófago de que aquela é uma célula apoptótica e precisa ser removida...

 

Lembre-se desta molécula, a PS, ela será importante para o próximo post.

 

Observe que a apoptose é um padrão de morte mais organizado e que não leva a inflamação, e sim a uma resposta imune supressora pelos fagócitos.

 

Em contraste, a necrose não é uma morte “silenciosa”, pois libera sinais de alerta (DAMPs) detectados pelas células do sistema imune.

 

Referências

CALIANESE, David C.; BIRGE, Raymond B. Biology of phosphatidylserine (PS): basic physiology and implications in immunology, infectious disease, and cancer. 2020.

COSTA, Jaqueline França et al. Mimetismo apoptótico como possível mecanismo imunopatogênico da Leishmaniose Cutânea Difusa (LCD). 2009.

KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins patologia básica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

ROITT, Ivan M; DELVES, Peter J. Roitt Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013

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Este texto é uma mera adaptação de uma trilogia de posts do @imuno_News lá no Instagram Veja aqui o post  original . Para compreender melhor...

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